quinta-feira, 5 de junho de 2008

V anos de autoorganizaçom feminista no Condado

Estamos de aniversário, cumplimos nada mais e nada menos que cinco anos.
Por esse motivo este mês organizamos às III Jornadas Feministas do Condado das que informaremos em breve, polo de agora falamos da exposiçom que podedes ver no Local Social Baiuca Vermelha durante todo o mês de Junho, é de duas pintoras locais, Esperança e Cris.



























terça-feira, 3 de junho de 2008

Doze meses, doze luitas

Pola visibilidade das mulheres lésbicas. Pola despatologizaçom da transexualidade.


No mês de Junho, em concreto no dia 28, celebra-se o dia do Orgulho LGBT. Neste dia comemora-se o aniversário dos confrontos do Stonewall Inn na cidade de Nova Iorque, onde há quase 40 anos um grupo de pessoas decidírom encarar a discriminaçom e os abusos policiais. Reivindicamos hoje o espírito de Stonewall para contestarmos todas as agressons e discrimaçom que as pessoas LGBT e nomeadamente as mulheres sofremos polo simples facto de decidirmos viver a nossa sexualidade com liberdade ou transgredir o rígido e artificioso género em que nos encaixotam.
Só no ano 1990 é que a OMS (Organizaçom Mundial da Saúde) retirou da sua lista de doenças mentais a homossexualidade. Foi “ontem” que se pujo fim a mais de um século de homofobia médica, tempo que se tem caracterizado por ser o mais violento e sanguinário com as pessoas LGBT da história da humanidade (campos de concentraçom nazis, gulag soviético, perseguiçons da época McCarthy, etc). Porém, nom devemos esquecer que ainda no século XXI as pessoas LGBT som perseguidas, encarceradas, torturadas e até assassinadas em muitos países.
As mulheres lésbicas do chamado primeiro mundo sofrem, como mulheres, a invisibilidade da própria sexualidade e a ridiculizaçom da sua afectividade. Esta é mostrada na pornografia heterossexista e machista como “jogo inocente”, burlada socialmente polos machos, os quais acham poder solucionar “o problema” com os seus “pénis mágicos”. Umha absoluta ignoráncia do facto de umha mulher nom precisar de um homem nem sucedáneos para desfrutar com total plenitude da sua sexualidade. A realidade afectivo-sexual lésbica é hoje, quando no caso masculino e apesar dos graves clichés criados tem havido avanços, ainda invisível.
Por outra parte as mulheres trans, elas enfrentam o facto de se colocarem no patamar mais baixo da opressom de género. Genuínas e corajosas construtoras do seu próprio corpo, da sua própria identidade, atacam as bases da dura enteléquia do género. Em troca recebem a mais crua marginalizaçom, precarizaçom e violência, empurradas em muitos casos a recorrerem à prostituiçom como única saída laboral, com agravantes se somarmos realidades vitais como serem pessoas migrantes, seropositivas, etc. Nalguns casos chegando a ser assassinadas polo preconceito e o ódio, a transfobia:
Homenageamos aqui a memória das duas mulheres trans mortas em Portugal recentemente: Gisberta em 2007 no Porto, torturada durante vários dias e lançada para um poço, Luna neste ano em Lisboa, espancada até à morte e atirada num contentor de entulho.
Devemos lembrar que a transexualidade ainda é considerada “disforia de género” umha patologia mental segundo a OMS. No Estado espanhol, onde há pouco foi aprovada umha lei de identidade de género, as pessoas trans tenhem que passar por um processo médico ridículo e vexatório que designe se som “homens” ou “mulheres”, considerando-se a psiquiatria mais soberana que a própria pessoa para decidir sobre o próprio corpo.

Da Assembleia de Mulheres do Condado apoiamos as iniciativas desenvolvidas neste mês polos colectivos LGBT da Galiza, fazendo fincapé na necessária visibilidade das mulheres lésbicas.
Queremos fazer chegar ainda, o nosso apoio à luita contra a anacrónica patologizaçom da transexualidade, pola soberania total sobre os nossos corpos.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Dia da Mulher Antimilitarista

Na tarde de 24 de Maio a AMC realizou um mural para comemorar o Dia da Mulher Antimilitarista na parede de um prédio do casco urbano de Ponte Areias com a legenda Nem guerra que nos mate, nem paz que nos oprima.

Efectivos da Guarda Civil identificárom às companheiras que realizavam o mural, coincidindo com o dia grande das festas do Corpus Christi.

















segunda-feira, 5 de maio de 2008

Doze meses, doze luitas

24 DE MAIO DIA DA MULHER ANTIMILITARISTA
NEM GUERRA QUE NOS MATE, NEM PAZ QUE NOS OPRIMA

Em todos os movimentos populares da história, as mulheres sempre tivemos umha importante participaçom. Nas numerosas luitas polas liberdades e conquistas sociais desenvolvidas em todo o mundo, em diferentes épocas, sempre estivemos na primeira coluna.

Em 1988 nascia o movimento de Mulheres de Negro, iniciado por parte das pacifistas israelitas para se oporem à ocupaçom da Palestina, e seria em 1996 quando as MdN da Galiza, como um dos seus primeiros actos, tomariam a estatua do ditador Francisco Franco em Ferrol, despregando umha faixa com a legenda “Imsubmissas”.
Coincidindo neste mês o Dia da Mulher Anti-militarista, nom queremos deixar de lembrar mais um ano os milhares de vítimas que o militarismo, braço armado do capitalismo, provoca e ocasiona em multidom de lugares do mundo.
A situaçom das mulheres é especifica, em funçom do lugar que “ocupamos” nos sistemas sociais de género: a utilizaçom dos nossos corpos, mais umha vez violadas, humilhadas e assassinadas; a militarizaçom dos nossos pensamentos em base à prioridade de algum exército ou policia militar, utilizando-os segundo as suas noçons de “defesa” e “inimigo”; e a criaçom, como expressom máxima da lógica militarista, do controlo das nossas vidas baseada no poder da opressom e na força da preponderáncia masculina. Reduzindo-se todo na súa ultima instáncia como mulher-mae e homem-guerreiro.

Da AMC queremos expressar a nossa mais sincera repulsa a:
- O imperialismo e capitalismo, representados por quem decide em que parte do mundo é conveniente a guerra e o porquê, fazendo desaparecer as nossas conquistas e retrocedendo séculos nos passos face à nossa emancipaçom.
- Os valores que defende e representa o exército: patriarcado, o militarismo, a xenofobia, homofobia ou hierarquizaçom.
- A integraçom da mulher nos exércitos regulares, alarmante hipocrisia numha organizaçom patriarcal e autoritária, com a falácia de igualdade, para assim sermos nom só objecto, senom sujeito, protagonistas da nossa própria exclussom.
- A falsa ajuda da NATO, que perpetua a actual “desordem internacional” caracterizada polo absoluto desprezo à liberdade, aos direitos humanos e à solidariedade entre os povos, actuando como mero gendarme do imperialismo e garantindo o capitalismo mais selvagem.
- O Exército espanhol, que nega o direito à independência dos povos. Devemos ser conscientes, como vítimas do imperialismo, que nom conseguiremos a nossa liberdade enquanto a Galiza for dependente, como também que nom existe nemgum povo livre se as mulheres que fazemos parte dele continuarmos oprimidas.