segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

NESTE NATAL: NEM BRINQUEDOS BÉLICOS, NEM SEXISTAS

Todos os anos por estas datas, a medida que se aproxima o Natal, agudiza-se o hiperconsumismo de brinquedos para crianças.

Como consequência da pressom televisiva da publicidade infantil, a AMC quer chamar a atençom das maes, pais, educadoras/es para que nom colaborem na promoçom do sexismo e belicismo inerente à boa parte da publicidade dos brinquedos e a transmissom dos róis machistas e militaristas nas crianças.

O jogo e os brinquedos para as crianças som um dos melhores mecanismos de experimentaçom, criaçom e autoexploraçom para o desenvolvimento das habilidades motoras, o fomento da imaginaçom e o conhecimento do mundo real a través da representaçom dos róis e personagens.

Porém, estes brinquedos (entre eles o videojogo) habitualmente som utilizados para reproduzir mensagens discriminatórias, como um instrumento ideológigo do que se serve o sistema patriarcal para perpetuar-se e continuar a beneficiar-se da submissom da mulher no eterno papel de “dona da casa”, desde os primeiros anos de vida, mas também para fomentar a violência e o militarismo.

Enquanto a nena aprende os “afazeres domésticos”, os nenos experimentam com a aventura, o risco e a “emoçom” por meio dos jogos que o mercado fabrica para ser umha das bases da formaçom do rol que como homem terá a obrigaçom de desempenhar na sociedade.

Por baixo do reparto, em forma de jogo lúdico, dos ofícios (para o homem) e as “obrigas” de mae e esposa, nasce a grande contradiçom de umha sociedade que se considera no seu conjunto como democrata e “progre”: enchemos o quarto do neno com caixas de ferramentas, camions, materiais bélicos, enquanto a nena tem por cima da cama e sentadinhas no chao bonecas e bebés com os seus complementos para o seu cuidado, cozinhas e comidinhas.
Porém, no futuro exigiremos que essa nena, sendo já umha mulher, poida optar aos mesmos postos de trabalho e nas mesmas condiçons salariais que os homens e que eles sintam também suas as obrigas do lar e o cuidado das crianças.
Por que entom, privamos as crianças do conhecimento e da representaçom dessas realidades com umha distribuiçom sexista dos brinquedos?

Da AMC convidamos-vos a reflectirdes sobre a importáncia da co-educaçom e da eliminaçom dos valores e preconceito machistas que imperam na sociedade. Na denúncia de um dos melhores instrumentos da alienaçom e opressom da mulher: a publicidade, que utiliza todas as armas ao seu alcance para obter os máximos benefícios no mercado, esquecendo-se do nosso direito básico e fundamental: a igualdade.


Condado, Dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

IV Vítima mortal


A Assembleia de Mulheres do Condado (AMC) convocou para a quinta feira 4 de Dezembro às 20:30 h diante dos julgados de Ponte Areias umha concentraçom em repulsa pola última mulher assassinada na Galiza a maos do seu ex-companheiro.
O poder judicial tem enormes responsabilidades na situaçom das mulheres pois a imensa maioria dos maltratadores safam-se da cadeia com as suaves condenas que aplicam os juízes.
Na maioria das ocasions escandalosos atenuantes provocam que muitas vezes, após ridículas sentenças condenatórias inferiores a dous anos, os agressores voltem a atacar as suas vítimas, ou como neste caso que o assassino estava cumplindo condena e tinha um localizador GPS que saltou e ninguem atendeu e com esse "erro" sumam quatro as mulheres assassinadas polo terrorismo machista na galiza, duas em um mês.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

25N: julgados de Ponte Areias, Porrinho e Salvaterra pintados de lilás

Coincidindo com o 25 de Novembro, Dia internacional contra o violência machista, os julgados de Ponte Areias, Porrinho e Salvaterra de Minho amanheçérom pintados de lilás, a cor mais representativa do movimento e a luita feminista.

O poder judicial tem enormes responsabilidades na situaçom que padecemos as mulheres pois a imensa maioria dos maltratadores safam-se da cadeia com as suaves condenas que aplicam os juízes. Na maioria das ocasions escandalosos atenuantes provocam que muitas vezes, após ridículas sentenças condenatórias inferiores a dous anos, os agressores voltem a atacar as suas vítimas.


A AMC considera que o lilás reivindicativo empregado nestas três localidades do Condado e a Lourinha contra o colaboracionismo do poder judicial espanhol com as agressons e o terrorismo machista é umha magnífica forma de denunciar o que todo o mundo conhece.

sábado, 22 de novembro de 2008

Doze meses, doze luitas

25 de Novembro: Dia contra a violência machista

Stop às agressons contra as mulheres

Sabedes que passa todos os dias?
Pois a resposta é que todos os dias centos de mulheres na Galiza sôfrem diversas formas de violência física e psicológica a maos da suas parelhas, ex-parelhas, familiares, companheiros, ex-companeiros, etc.
Esta é umha cifra realmente ex-calofriante.

Que fam as autoridades para evitá-las?
Pois a resposta é nada.

A imensa maioria dos maltratadores safam-se da cadeia, pois os juízes aplicam suaves condenas e, na maioria das ocasions, escandalosos atenuantes que provocam que muitas vezes, após rídiculas sentenças condenatórias inferiores a dous anos, estes agressores voltem a atacar as suas vítimas.

A imensa maioria dos concelhos, instituiçons autonómicas, e sobre todo o Estado espanhol, carecem das partidas orçamentais necessárias para combater a violência machista, porém anualmente contribui com milionárias quantidades para financiar a igreja católica e ano após ano incrementa os gastos militares.

Os líderes políticos, tam “preocupados pola violência” nunca aparecem nos enterros das vítimas de maus tratos. O terrorismo machista para eles carece de importáncia,tam só se emprega na sua lógica eleitoral.

Da Assembleia de Mulheres do Condado sabemos que para poder modificar esta injusta situaçom cumpre que as mulheres nos organizemos e luitemos polos nossos direitos. Sem a luita organizada nom é possível mudar a grave situaçom que padecemos.

Neste 25 de Novembro voltamos a reclamar como medidas urgentes:

-Que se fagam públicas as denúncias de maos tratos,que nom haja que esperar que sejamos assassinadas para sair na TV e nos jornais.
-Leis que regulem o tratamento da mulher nos meios de comunicaçom.
-Incremento das casas de acolhida.
-Serviços jurídicos e de assessoramento gratuítos formados por mulheres.
-Um ensino co-educativo.
-Impartilhar matéria de autoestima desde o ensino primário.

As feministas do Condado nom esquecemos a Carme Fernandes Martins e Aellyka da Costa, primeiras vítimas do terrorismo machista este ano na Galiza, nem a Fabiola Mariana da Silva assassinada há uns dias.

Para que nom se repita AMC seguirá a defender e reivindicar os interesses das mulheres e luitar contra a exploraçom ,dominaçom e opressom que padecemos polo patriarcado e o capitalismo.


STOP ÀS AGRESSONS CONTRA AS MULHERES!!
PAREMOS O TERRORISMO MACHISTA!!




Condado Novembro de 2008