quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PAREMOS O TERRORISMO MACHISTA















Mais umha vez temos que lamentar o assassinato de umha mulher vítima do terrorismo machista Monserrat Labrada Campos de 43 anos é a primeira vítima mortal da Galiza no ano 2010 foi assassinada em Lugo polo seu companheiro na madrugada do 26 de Agosto.
Por esse motivo a Assembleia de Mulheres do Condado o Sábado 4 de Setembro, aproveitando que em Ponte Areias havia a IV Feira Tradicional dos Remedios, saímos a rua para denuncialo.








NENGUMHA AGRESSOM SEM RESPOSTA!!


NENGUM AGRESSOR SEM CASTIGO!!







sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Salvaterra denúncia agressom sexual

Sexta feira 13 de Agosto às 20 h tivo lugar em Salvaterra umha concentraçom de repulsa a agressom sexual ocorrida dias atrás no festival da mesma vila chamado "O Son da muralla".

Várias dúzias de vizinhas e vizinhos respaldárom a convocatória promovida pola AMC realizada diante da Casa do Concelho.

Reproduzimos a seguir o manifesto elaborado e distribuido para denunciar a agressom machista.


Desde a Assembleia de Mulheres do Condado queremos denunciar o acontecido este passado Sábado no "Son da Muralla", festa organizada polo Concelho de Salvaterra de Minho calificada polo alcaide Arturo Grandal de "festa sana para a juventude". A festa em questom era este ano abertamente sexista, publicitando por exemplo à única mulher DJ assistente pola sua actuaçom em top-less.

Numha noite de numerosas pelexas, roubos, destroços de material público e privado, tivo lugar umha agressom sexual que queremos denunciar e fazer pública.

A pouca informaçom da que disponhemos responde e evidência umha outra vez a importáncia que nesta sociedade tenhem os nossos direitos. Umha sociedade patriarcal e machista que tapa e cala todo tipo de agressons que as mulheres padecemos dia a dia.

É assim que os dados dos que diponhemos e nom podemos verificar na sua totalidade som:

- A jovem tem 17 anos e mora em Salvaterra.
- O agressor era moreno, alto e com um piercing na celha.
- A mulher presentou a primeira denúncia no recinto das muralhas essa mesma madrugada a umha patrulha da guardia civil alí pressente.
- No Domingo apressentou denúncia oficial no quartel da GC.

Umha realidade silenciada por parte do Concelho de Salvaterra, que semelha intentar ocultar, polo que se forom convertindo este tipo de actos. É assim que após ver-se presionados a fazer públicas algumha declaraçons estas estam centradas em que havia segurança suficiente ( quando a realidade e que tanto ambuláncia como seguridade privada marcharom do recinto sobre as 6h, antes de que rematara o festival, e os factos acontecerom perto das 8h), ou que a agressom ocorreu na ribeira do rio polo que nom tenhem nengumha responsabilidade.

Com esta nota pretendemos informar e pressionar para que isto nom fique na sombra para assim favorezer interesses económicos tanto públicos e privados.


Chamamos a todas as mulheres da Comarca a contactar com a AMC para continuar com a necessária auto-organizaçom das mulheres para tomar consciência e conciência da crua realidade à qual nos submete o patriarcado e combater juntas para evitar as terríveis consecuências.


NENGUMHA AGRESSOM SEM RESPOSTA!!
NENGUM AGRESSOR SEM CASTIGO!!

Salvaterra 9 de Agosto de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

AMC com o desporto de base feminino

A passada fim de semana voltava a celebrar-se em Salvaterra de Minho o Torneio de Fútebol 24h, umha iniciativa lançada por um grupo de moças e moços do Condado. As e aos quais queremos parabenizar por todo o trabalho desenvolvido ano após ano, apostando polo desporto galego.

A sua evoluiçom cara o respecto, toleráncia e igualdade entre sexos levou a que já na ediçom passada da Assembleia de Mulheres do Condado quigéramos achegar o nosso grao de areia, entregando um trofeio.

É assim que umha companheira fijo entrega a equipa de mulheres ganhadora deste ano 2010. Umha ediçom em que o incremento de equipas de mulheres voltou aumentar, sendo o Torneio da zona com maior número de participantes femininas.

Porque as mulheres devemos seguir reivindicando o nosso espaço social e sobre um desporto tam patriarcal como é o fútebol ainda muito mais.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Entrevista Elena

- Quantos anos levas trabalhando ? Sempre no mesmo sector ?
Nom . Levo trabalhando 42 anos. Comecei trabalhar como empregada do fogar e cuidadora em umha casa de Ponte Areias, desde os 13 até os 24 anos. Depois , quando casei, colhemos o restaurante – bar da família de meu marido- no que trabalhei 10 anos. Ao ano seguinte de fechar entrei a trabalhar na secçom de charcutaria no primeiro supermercado que abrírom em Ponte Areias, 1988 e no que ainda trabalho.

-Algumha vez sentiste algum tipo de descriminaçom nos teus postos de trabalho?
Realmente nunca me sentim discriminada de maneira directa já que , ou trabalhei eu sola em ambientes familiares ou , como é na actualidade , trabalho em espaços muito feminizados.
Mas tenho que reconhecer que os homens som mais respeitados no seu trabalho e que seguramente se os supermercados foram mais masculinos , cobraríamos mais e o nosso trabalho estaria mais valorado.


- No teu sector de trabalho actual sodes umha grande maioria de mulheres, que tal o ambiente de trabalho?
Pois... regular. Existem diferenças de idades muito grandes e quiças isso é o que provoca maneiras distintas de ver o trabalho.


- Qual é a tua relaçom e visom dos sindicatos ?
Eu nom estou afiliada a nengum, mas acho que som muito necessários, de facto as melhoras conquistadas ao longo de estes anos fôrom graças às pressons exercidas por estes.


Que horário tés no teu trabalho?
Quando comecei nom tínhamos um horário fixo . Trabalhávamos entre 12 e 14 horas sem dias de descanso. Hoje em dia trabalhamos 9 horas e já temos os descansos que nos correspondem por convénio.


- Como repartes o tempo para dedicar-te a ti e as tuas necessidades ?
Pois ... trabalhando ainda mais . Para poder ter tempo para mim , ao chegar de trabalhar fora da casa, trabalho dentro e assim podo deixar todo organizado para o dia seguinte . Quando quero adicar-me a mim pois tenho que erguer-me antes e aproveitar essas horas antes de entrar a trabalhar. O tempo há que organiza-lo ao milímetro.


- Trabalhadora e mae separada . Como e quantas dificuldades encontraste no caminho?
Buff... Fôrom muitas . Quando me separei tinha que erguer as crianças, de 9 e 4 anos às 7 da manhá para leva-los comigo ao trabalho até entrar no colégio. Tivem que perder-me muitas cousas dos anos mais bonitos, como as actuaçons do colégio , os aniversários ... eu tinha que trabalhar.
Mas tenho que reconhecer que a solidariedade entre mulheres foi o que me ajudou a tirar para adiante. As milhas cunhadas, a que fora minha chefa durante 11 anos, professoras… entre todas foi possível estar separada, educar a duas crianças, trabalhar fora e na casa, etc.


- Consideras necessárias melhoras para a conciliaçom laboral e familiar ?
Por suposto e sobre todo para mulheres que coma mim levárom sós todo o peso de umha família.