terça-feira, 5 de março de 2013

A Assembleia de Mulheres do Condado organiza atos polo 8 de março




Como cada ano, desde a Assembleia de Mulheres do Condado, estamos a organizar atos para comemorar esta data do 8 de março Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Contribuindo para a luita contra a exploraçom e submetimento que sofrem as mulheres, assim como para a visibilizaçom das mulheres em qualquer eido do mundo laboral.

Para isso o sábado dia 9 de março realizaremos umha palestra intitulada "Impacto da crise nas mulheres trabalhadoras", que terá lugar no Centro Social Municipal de Ponte Areias (rua de Oriente) às 20:00. Seguidamente, essa mesma noite noite, levaremos a cabo um ato para a visibilizaçom do trabalho feminino, saindo às 22:30 da Praça Maior de Ponte Areias.

Animai-vos todas a vir!

segunda-feira, 4 de março de 2013

8 de março: Dia Internacional da Mulher Trabalhadora.



Nom existe a fórmula mágica que cure a doença da atual crise capitalista, nom a há. Nom existem os brotes verdes nem as políticas de criaçom de emprego. Nom será questom de dous ou três anos. Nom governam para nós, nom valoram as nossas necessidades, nom nos tenhem em conta. Nom há alternativa dentro de esta porqueira.

As primeiras estamos a ser nós, as mulheres. Começou a volta ao fogar, ainda percebendo salários humilhantes, ganham mais com os nossos despedimentos. As poucas possibilidades de um trabalho assalariado som erradicadas por meio dos recortes no emprego público, via educaçom, sanidade ou serviços sociais. Sendo as principais solicitantes de estes últimos, os nossos direitos ficam reduzidos às decisons “misericordiosas” da beneficência às portas das igrejas ou comedores paroquiais.

Pretendemos negar o direito ao aborto. Parir, enfermar ou morrer com técnicas arcaicas e perigosas em camas ensanguentadas por outras miseráveis que tampouco tiveram possibilidades de sair ao estrangeiro.
Mães que nom comem para que a sua prole nom morra desnutrida. Filhas obrigadas a cuidar dos seus maiores, sem direito ou reconhecimento algum ao seu trabalho.

Haverá quem ainda fale de demagogia ou de discursos trilhados, característicos do feminismo e da esquerda. Haverá ainda quem se atreva a rir ou falar de viver por acima das nossas possibilidades.

Nom há alternativa dentro de esta porqueira. Ou reconhecemos que só fica luitar até vencer, ou nos deixamos escravizar; ou unimos forças para nos organizar, ou perdemos o pouco que ganhamos nas ruas há décadas atrás; ou ficamos deprimidas até o suicídio, ou arriscamos o que for preciso por umha Galiza feminista e socialista.

Desde AMC, em este 8 de março, mais do que nunca, feminismo ou barbárie.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Fevereiro baixo umha ótica feminista



O sistema patriarcal sob o qual vivemos as mulheres materializa-se em todos os eidos da sociedade inimagináveis; aliado com o Capitalismo explora, se nom rouba,  a nossa força de trabalho, oprime-nos brutalmente e utiliza-nos do jeito que mais ou melhor lhe convem para a sua manutençom e reproduçom.
Assim, somos as encarregadas de reproduzir a força de trabalho, de vender a nossa própria, de oferecer-nos como objetos sexuais desejáveis, de sermos dóceis e atentas, devemos mostrar-nos sempre pacientes e estoicas ante insultos e maus-tratos por parte de companheiros sentimentais, familiares, etc., também temos que suportar ser relegadas a um segundo plano em todos os contextos (laboral, literário, histórico,…), ser infantilizadas até extremos tais como o de nom poder nem decidir sobre o nosso corpo, e um interminável etcétera que nunca remata.
Ademais de todo isto somos, em muitas ocasions, as difusoras das ideias que nos oprimem e exploram, sintoma claro da nossa  alienaçom e dominaçom como género.
Incluso as festas mostram cada dia as ideias do sistema no qual estamos imersas, algo que podemos constatar, por exemplo,  em este mês de Fevereiro:
O Entrudo, celebraçom que estamos a festejar em estes dias, é umha data de divertimento e gozo para todas as galegas e galegos, mas também é umha data que as multinacionais e grandes empresas convertem em dias nos que empregar a imagem feminina como “carne de canom”, fazendo dos disfarces mais umha forma de conversom em obxectos sexuais para as mulheres, em umha competiçom de consumo exacerbada.
Umha outra data que vamos sofrer em este devandito mês é o 14 de fevereiro ou “dia dos namorados”, data totalmente heterossexista, que tenta empurrar às mulheres a ter parelhas tradicionais, “românticas”, heterossexuais e plenamente monógamas para assim poder participar da borracheira consumista em torno a este dia, e sentir-nos “normais e realizadas”.
De nom ter parelha, as mulheres, sobre todo as que nom se encontram na vintena, somos assinaladas como solteironas, amargadas ou pouco desejáveis, incapazes de reter a um homem ao nosso carom, sentindo-nos alheias e estranhas a toda a realidade em torno a esse dia: filmes, anúncios, notícias na imprensa, etc.
É por isso que as mulheres temos de rebelar-nos ante formas de ócio que nos ridiculizam, nos humilham ou nos cousificam, e reclamar espaços para o nosso lazer nos quais ser nós mesmas, espaços nos quais expressar-nos livres de convecionalismos patriarcais.

Reclamemos um ócio livre de machismo e opressom patriarcal!

Por um Entrudo popular e nom machista!

Porque nom precisamos que nos completem! Soas fazemos umha laranja inteira!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Assembleia de Mulheres do Condado chama a secundar a convocatória do Bloco Laranja



Desde a Assembleia de Mulheres do Condado queremos comunicar o nosso apoio e participaçom na convocatória feita polo Bloco Laranja (convocatória realizada primeiramente pola plataforma "Queremos Galego"), acudindo pois à manifestaçom que terá lugar o vindouro domingo, dia 27 de janeiro, nas ruas compostelanas.
Com a nossa participaçom queremos somar-nos à luita de tantos outros coletivos, organizaçons e pessoas em contra da espanholizaçom que sofre o povo galego, pola proteçom e promoçom da nossa língua.
Para realizar com sucesso esta tarefa, sabemos que o ponto de inflexom é a aceitaçom da grafia histórica própria do galego: a galego-portuguesa, e fugir de formas híbridas entre o galego e o espanhol que deturpam dia após dia o nosso idioma.
Porque o galego tem de estar nas aulas, nos jogos, nos bares, no trabalho, nos jornais, nos filmes, na rua... e em qualquer casa e recuncho da Galiza, o domingo todas juntaremos as nossas vozes e a nossa força no Bloco Laranja berrando na única língua da Galiza: o galego!

A seguir penduramos a ligaçom com o manifesto íntegro do Bloco Laranja: