quinta-feira, 25 de abril de 2013

26 de abril, as lesbianas que queremos ser.



Sou eu quem che fala, a tua companheira de trabalho, a tua filha, a tua mãe, a vizinha do terceiro, sou eu, a lesbiana que nunca quiseste ver.
Sou eu, a que leva escuitado desde pequena perguntas estúpidas sobre moços, casamentos, crianças e outros contos.
Sou eu, a que durante anos vivi com vergonha, com inseguranças, ficando calada quando a sexualidade, saia nas conversas.
Sou eu a que sofre a imposiçom hetero nos meios de comunicaçom, na publicidade, filmes e seriais, sou eu, a que nom atopo espelhos nos que sentir-me umha igual.
Sou eu, a que sente a incomodidade de outras mulheres em momentos de festa, risas e desfrute por crer ser do meu gosto sexual.
Sou eu, a que tenho que escuitar que a minha sexualidade é de segunda, como se for um jogo de crianças, incompleta pola ausência de um pénis.

Somos nós, sim, as lesbianas que queremos ser, as lesbianas que gostamos dos beijos com outras iguais, que amamos a outras mulheres e que desfrutamos de maneira completa do sexo entre mulheres, do sabor do fluxo vaginal e de todos os lábios quantos temos e ainda vós desconheceis.
Nom dependemos deles, por isso nos odiam, nom os sofreremos, por isso nos atacam, nom nos sentimos soas, por isso nos tenhem medo.

Sim, estamos aqui e vinhemos para ficar, para desestabilizar o vosso pensamento único, os vossos esquemas binários e a vossa falsa normalidade sexual.
Somos prévias aos vossos discursos “progres” e as leis de igualdade. As feministas radicais e lesbianas sabemos que as migalhas dadas pola masculinidade nom vam ser a nossa soluçom, mas já estamos conseguindo fazer agonizar ao pensamento heterossexista. Fica muito por andar mas é tarde para parar-nos o caminhar.

Viva a luita feminista!
As lesbianas também existimos!
Na minha cona nom manda ninguem!


terça-feira, 19 de março de 2013

Crónica do 15 de março: impartimos palestra sobre sexualidades no Val do Tea.


A passada sexta-feira dia 15 de março, a Assembleia de Mulheres do Condado estivo nas aulas do liceu Val do Tea dando umha palestra intitulada "Sexualidade ou sexualidades?" 
A palestra começou com a apresentaçom da nossa assembleia e das últimas atividades que tínhamos realizado polo 8 de março.
Seguidamente, apresentamos o motivo do título e os objetivos gerais da palestra.
Esta, descompunha-se em umha série de conceitos chave (falocentrismo, monogamia, heterossexismo, virgindade,...), com os quais queríamos tanto fazer umha pequena análise da moral ou conceiçom social da sexualidade, como dar umha ótica alternativa à prática social vigente.
Todo isto estivo sempre ligado à ideia de liberdade sexual de todas as pessoas, de rachar com os patrons sexuais negativos com os quais convivemos, de viver a nossa sexualidade do jeito do que mais gostemos e o fazer de um jeito saudável e respeitoso com o nosso corpo e com o corpo da/s nossa/s par/es sexual/ais.
Toda a palestra estivo protagonizada por umha grande aceitaçom do alunado, por umha enorme participaçom e por um caráter aberto e compreensivo de todo o alunado.
Para finalizar a nossa intervençom, repartimos uns papeis para que todo o mundo figera umha pergunta anónima sobre qualquer tema ligado às sexualidades das pessoas, com isto queriamos conseguir, como assim foi, umha maior participaçom entre as e os ouvintes.
Com palestras como estas tentamos fornecer ao alunado com ferramentas para umha maior compreensom e aceitaçom da sua sexualidade e da dos demais, conseguindo assim poder goza-la e vive-la com respeito e liberdade.

Para rematar, nom podemos esquecer agradecer ao pessoal encarregado do convite e da organizaçom do ato, a grande oportunidade que nos derom ao permitir-nos levar avante esta iniciativa, assim como o bom trato que recebemos pola sua parte.






segunda-feira, 11 de março de 2013

Crónica da jornada do 8 de março.


O sábado 9 de março, a Assembleia de Mulheres do Condado, comemorou a principal efeméride do feminismo de classe, o 8 de março; dia internacional das mulher trabalhadora com umha completa jornada entre a teoria e a acçom de rua.

Às 20:00, no centro social municipal da rua de Oriente, a companheira da assembleia, Rosa Casais, fixo umha exposiçom sobre o impacto da crise capitalista nas mulheres trabalhadoras. Partindo de umha ótica geral, analisou como a estratégia do governo espanhol, da Europa, do FMI e o BCE para com  as mulheres está centrada por um lado, na volta ao fogar, por médio de diversas políticas neoliberais e de recortes no mal chamado estado de bem-estar e por outro, na precarizaçom dos nossos direitos e liberdades como as políticas de natalidade versus abortistas, a reduçom da medicina preventiva, a eliminaçom das políticas cara igualdade de género   junto com a flexibilizaçom do mercado laboral e a feminizaçom da pobreza entre outras questons.

As mulheres presentes mostraram-se muito participativas durante a palestra, fazendo de esta um encontro muito dinâmico. Ao remate tomamos uns petiscos para colher forças e sair à rua vestidas com fatos, ferramentas e batas, para visibilizar o trabalho das mulheres. Trabalhos nos que nom temos apenas representaçom com nos
setores mais masculinizaços (soldadura, eletricidade, construçom ou mecânica) assim como nos  feminizados como o trabalho doméstico, muito infra valorado e sem  direitos laborais. A acçom sendo muito atrevida e chamativa, tivo boa acolhida entre as mulheres que coincidiram com o comando feminista nos diferentes locais da vila de Ponte Areias.
Desde AMC queremos agradecer a todas as mulheres que  fizeram possível o êxito da jornada feminista tanto assistindo à palestra como dando a cara,  numha noite muito chuvosa e húmida, para berrar e fazer-nos
escuitar ao berro de;




“Coas mulheres na rua, a luita continua”.


quarta-feira, 6 de março de 2013

O 9 de março o feminismo galego estará nas ruas de Compostela.


A AMC quere mostrar o seu apoio e a sua adesom na convocatória, realizada por diversos coletivos e organizaçons feministas, à manifestaçom que terá lugar o vindouro sábado dia 9 de março polas ruas compostelanas.
Alentamos a todas as mulheres e coletivos feministas da Galiza a secundar e acudir a esta convocatória que demonstre a nossa força como feministas e a nossa uniom como mulheres.
Porque há motivos de sobra para que saiamos às ruas e luitemos unidas: o 9 de março todas estaremos lá!

Clica aqui para ver o manifesto íntegro da convocatória.