sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Salvaterra denúncia agressom sexual

Sexta feira 13 de Agosto às 20 h tivo lugar em Salvaterra umha concentraçom de repulsa a agressom sexual ocorrida dias atrás no festival da mesma vila chamado "O Son da muralla".

Várias dúzias de vizinhas e vizinhos respaldárom a convocatória promovida pola AMC realizada diante da Casa do Concelho.

Reproduzimos a seguir o manifesto elaborado e distribuido para denunciar a agressom machista.


Desde a Assembleia de Mulheres do Condado queremos denunciar o acontecido este passado Sábado no "Son da Muralla", festa organizada polo Concelho de Salvaterra de Minho calificada polo alcaide Arturo Grandal de "festa sana para a juventude". A festa em questom era este ano abertamente sexista, publicitando por exemplo à única mulher DJ assistente pola sua actuaçom em top-less.

Numha noite de numerosas pelexas, roubos, destroços de material público e privado, tivo lugar umha agressom sexual que queremos denunciar e fazer pública.

A pouca informaçom da que disponhemos responde e evidência umha outra vez a importáncia que nesta sociedade tenhem os nossos direitos. Umha sociedade patriarcal e machista que tapa e cala todo tipo de agressons que as mulheres padecemos dia a dia.

É assim que os dados dos que diponhemos e nom podemos verificar na sua totalidade som:

- A jovem tem 17 anos e mora em Salvaterra.
- O agressor era moreno, alto e com um piercing na celha.
- A mulher presentou a primeira denúncia no recinto das muralhas essa mesma madrugada a umha patrulha da guardia civil alí pressente.
- No Domingo apressentou denúncia oficial no quartel da GC.

Umha realidade silenciada por parte do Concelho de Salvaterra, que semelha intentar ocultar, polo que se forom convertindo este tipo de actos. É assim que após ver-se presionados a fazer públicas algumha declaraçons estas estam centradas em que havia segurança suficiente ( quando a realidade e que tanto ambuláncia como seguridade privada marcharom do recinto sobre as 6h, antes de que rematara o festival, e os factos acontecerom perto das 8h), ou que a agressom ocorreu na ribeira do rio polo que nom tenhem nengumha responsabilidade.

Com esta nota pretendemos informar e pressionar para que isto nom fique na sombra para assim favorezer interesses económicos tanto públicos e privados.


Chamamos a todas as mulheres da Comarca a contactar com a AMC para continuar com a necessária auto-organizaçom das mulheres para tomar consciência e conciência da crua realidade à qual nos submete o patriarcado e combater juntas para evitar as terríveis consecuências.


NENGUMHA AGRESSOM SEM RESPOSTA!!
NENGUM AGRESSOR SEM CASTIGO!!

Salvaterra 9 de Agosto de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

AMC com o desporto de base feminino

A passada fim de semana voltava a celebrar-se em Salvaterra de Minho o Torneio de Fútebol 24h, umha iniciativa lançada por um grupo de moças e moços do Condado. As e aos quais queremos parabenizar por todo o trabalho desenvolvido ano após ano, apostando polo desporto galego.

A sua evoluiçom cara o respecto, toleráncia e igualdade entre sexos levou a que já na ediçom passada da Assembleia de Mulheres do Condado quigéramos achegar o nosso grao de areia, entregando um trofeio.

É assim que umha companheira fijo entrega a equipa de mulheres ganhadora deste ano 2010. Umha ediçom em que o incremento de equipas de mulheres voltou aumentar, sendo o Torneio da zona com maior número de participantes femininas.

Porque as mulheres devemos seguir reivindicando o nosso espaço social e sobre um desporto tam patriarcal como é o fútebol ainda muito mais.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Entrevista Elena

- Quantos anos levas trabalhando ? Sempre no mesmo sector ?
Nom . Levo trabalhando 42 anos. Comecei trabalhar como empregada do fogar e cuidadora em umha casa de Ponte Areias, desde os 13 até os 24 anos. Depois , quando casei, colhemos o restaurante – bar da família de meu marido- no que trabalhei 10 anos. Ao ano seguinte de fechar entrei a trabalhar na secçom de charcutaria no primeiro supermercado que abrírom em Ponte Areias, 1988 e no que ainda trabalho.

-Algumha vez sentiste algum tipo de descriminaçom nos teus postos de trabalho?
Realmente nunca me sentim discriminada de maneira directa já que , ou trabalhei eu sola em ambientes familiares ou , como é na actualidade , trabalho em espaços muito feminizados.
Mas tenho que reconhecer que os homens som mais respeitados no seu trabalho e que seguramente se os supermercados foram mais masculinos , cobraríamos mais e o nosso trabalho estaria mais valorado.


- No teu sector de trabalho actual sodes umha grande maioria de mulheres, que tal o ambiente de trabalho?
Pois... regular. Existem diferenças de idades muito grandes e quiças isso é o que provoca maneiras distintas de ver o trabalho.


- Qual é a tua relaçom e visom dos sindicatos ?
Eu nom estou afiliada a nengum, mas acho que som muito necessários, de facto as melhoras conquistadas ao longo de estes anos fôrom graças às pressons exercidas por estes.


Que horário tés no teu trabalho?
Quando comecei nom tínhamos um horário fixo . Trabalhávamos entre 12 e 14 horas sem dias de descanso. Hoje em dia trabalhamos 9 horas e já temos os descansos que nos correspondem por convénio.


- Como repartes o tempo para dedicar-te a ti e as tuas necessidades ?
Pois ... trabalhando ainda mais . Para poder ter tempo para mim , ao chegar de trabalhar fora da casa, trabalho dentro e assim podo deixar todo organizado para o dia seguinte . Quando quero adicar-me a mim pois tenho que erguer-me antes e aproveitar essas horas antes de entrar a trabalhar. O tempo há que organiza-lo ao milímetro.


- Trabalhadora e mae separada . Como e quantas dificuldades encontraste no caminho?
Buff... Fôrom muitas . Quando me separei tinha que erguer as crianças, de 9 e 4 anos às 7 da manhá para leva-los comigo ao trabalho até entrar no colégio. Tivem que perder-me muitas cousas dos anos mais bonitos, como as actuaçons do colégio , os aniversários ... eu tinha que trabalhar.
Mas tenho que reconhecer que a solidariedade entre mulheres foi o que me ajudou a tirar para adiante. As milhas cunhadas, a que fora minha chefa durante 11 anos, professoras… entre todas foi possível estar separada, educar a duas crianças, trabalhar fora e na casa, etc.


- Consideras necessárias melhoras para a conciliaçom laboral e familiar ?
Por suposto e sobre todo para mulheres que coma mim levárom sós todo o peso de umha família.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Entrevista Teni

36 anos trabalhados como limpadora. Estivo toda a sua vida laboral trabalhando fora da Galiza, na França.
- Estiveste numha ou várias empresas ao longo da tua vida laboral?
Estivem em mais de umha empresa, até 7 empresas diferentes: 5 delas do ramo da limpeza.

- Conhecias bem o tipo de contrato e as condiçons que em ele se estipulavam?
Conhecia. Lim sempre todas as condiçons, mesmo a letra pequena. Sempre gostei de ler bem tudo, já que as condiçons afectavam a umha parte importante da minha vida.
- Existiam discriminaçons laborais ou salariais com os homens que na mesma empresa trabalhavam?
Dentro da categoria de limpadora nom houvo nengum tipo de discriminaçom. Enquanto se ascendia em categorias superiores sim era possível achar diferenças e discriminaçons quer salariais, quer laborais. Todos os meus chefes de departamento, responsáveis da empresa, directivos, etc... eram quase sempre homens.
- Horários e Turmas: Compatibilidade laboral e familiar.
Estos últimos anos foi de umhas 10 horas, com umha hora para jantar e repor-te do esforço. Mas nos primeiros anos cheguei a trabalhar 14 ou 15 horas com só umha hora de descanso.
Assim faziam todas as emigrantes da Galiza ou doutros países se queriam obter uns salários que permitiram viver lá com dignidade ou encaminhar ajudas económicas às suas famílias.

- Achavas as condiçons laborais e salariais melhoráveis, entom?
Com certeza. Sempre som melhoráveis, ainda mais no nosso caso ao trabalharmos muitas horas. Mas como vínhamos dumha situaçom pior na Galiza, pensávamos que isto nom estava tam mal e queríamos tirar adiante as nossas famílias.

- Formas parte dalgum Sindicato para melhorar ditas condiçons?
Nom, nom fum sindicalista, sempre me mantivem à margem dos sindicatos. Quando tinha algum problema tentava sair de ele recorrendo pessoalmente aos meus responsáveis ou superiores para luitar por aspectos pontuais que a mim me andavam a importunar
.
- Havia riscos para a seguridade e saúde das trabalhadoras nas distintas empresas em que estiveste?
Havia riscos polos produtos tóxicos que se utilizavam, eu sofrim umha intoxicaçom forte pola que estivem ingressada no hospital e que me deixou seqüelas que ainda hoje ando a padecer.

- Tínhades contactos com os patrons ou só através dos representantes, que sempre eram homens?
Em algumhas sim, mas noutras só era através de representantes ou responsáveis como directivos de dita empresa, quer dizer, quase sempre intermediários.