quinta-feira, 8 de março de 2012

11 de março, manifestaçom em Compostela

Desde a AMC chamamos a todas as mulheres da comarca a participar ativamente na manifestaçom nacional que terá lugar o dia 11 em Compostela com motivo do 8 de março, dia internacional da mulher trabalhadora.

Sob o lema “Mulheres galegas em luita polos nossos direitos”, diversas organizaçons feministas, entre as que se acha a Assembleia de Mulheres do Condado, e coletivos sindicais e sociais levaram a cabo umha intensa campanha por todo o país para comemorar a mais importante efeméride do feminismo. Culminará com a nomeada  manifestaçom que sairá às 12h da estaçom de comboios de Compostela.

quarta-feira, 7 de março de 2012

8 de março. Dia internacional da mulher trabalhadora

Mais um outro 8 de março. Haverá quem pense que é umha data máis no calendário do políticamente correto mas a nossa luita, nunca foi correta e nom por isso deixa de ser justa, imprescindível e mais urgente que nunca.

Há menos dum mês da entrada en vigor da pior reforma laboral da história do nosso país teremos muitas ocasions para sair à rua e defender os direitos que como trabalhadoras pretendem roubar-nos. Mas o que aqui hoje queremos denunciar é o facto de seguir sendo invisibilizadas, tanto nos discursos oficiais como nas luitas obreiras, porque a nossa condiçom de trabalhadoras, segue a ser práticamente inexistente.

Quantas veces puidemos escuitar aos representantes políticos e sindicais falar das mulheres galegas na atual crise económica? Será que aínda nom conhecem a realidade das trabalhadoras galegas? Neste 8 de março queremos berrar que:
  • Somos trabalhadoras todas as mulheres que vendemos os excedentes de produçom nas feiras e mercados do país sem poder competir com as grandes superfícies nem ter um teito, como no caso de Ponte Areias, no que recolher-se em dias de chuva.
  • Somos trabalhadoras as mulheres que diáriamente sementamos as terras que ainda nom som nossas. Mulheres de outros, dos únicos titulares das exploraçons  agrárias.
  • Somos trabalhadoras todas as mulheres que sem salário, prestaçons, pensons e direitos laborais aportamos o nosso tempo e força de trabalho em boa parte dos fogares galegos.
  • Somos trabalhadoras as mulheres que em idade de jubilaçom seguimos ativas fazendo-se cárrego das netas e netos perante a caréncia de infantários públicos.
  • Somos trabalhadoras as mulheres imigrantes que estando presentes no pequeno comércio, fogares, fábricas e restaurantes, carecemos dos mínimos direitos da classe trabalhadora.

Da Assembleia de Mulheres do Condado levamos anos solicitando aos diferentes governos do concelho de Ponte Areias, o reconhecimento público a todas as trabalhadoras da Mercado municipal com o nomeamento do prédio como “Praça 8 de Março”. Ante o silêncio do governo local começaremos umha campanha de recolhida de assinaturas para apresentar no Concelho a iniciativa popular com apoio e respaldo da vizinhança.

Assina polo reconhecimento das mulheres trabalhadoras!

Viva o 8 de março!

sábado, 31 de dezembro de 2011

AMC deseja um 2012 lilás e feminista

As mulheres feministas do Condado organizadas na AMC somos conscientes da ofensiva machista e patriarcal que acompanha a crise capitalista.
Também sabemos que somos nós, as mulheres, quem temos que dirigir a nossa luita emancipatória.
Agora que finaliza este ano desejamos que em 2012 incremente a auto-organizaçom das mulheres, a nossa capacidade reivindicativa e de luita e que logremos parar o machismo.
Um beijo para todas.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Matilde Vasques Ramalhal, quarta vítima galega do terrorismo machista

Dezassete dias, só dezassete dias após 25 de novembro (Dia contra o terrorismo machista) temos que assistir a um novo assassinato de umha mulher na Galiza.


Matilde Vasques Ramalhal foi morta em Carral a maos do seu ex-companheiro sentimental, Lino Botana Farinha, segunda feira 12 de dezembro.


Como vem assinalamos no manifesto distribuido 25 de novembro "a casta política nom lhe interessa finalizar com esta lacra". Com a sobre exploraçom das mulheres o sistema patriarcal avança. Explica-se assim que dezassete dias após 25 de novembro com tantas campanhas de sensibilizaçom promovidas polas diferentes organizaçons feministas da Galiza e os meios de comunicaçom, tenhamos que lamentar a quarta vítima galega do terrorismo machista este ano 2011.


AMC quere solidarizar-se com a família e amizades de Matilde, e animar a todas as mulheres para que nom fiquem caladas. A auto-organizaçom feminista é a única maneira de finalizar com o machismo, por isso gritamos dezassete vezes e mais:


NENGUMHA AGRESSOM SEM RESPOSTA!

NENGUM AGRESSOR SEM CASTIGO!



Condado, 13 de dezembro de 2011