sábado, 23 de agosto de 2008
sábado, 16 de agosto de 2008
V Certame Literário Feminista do Condado
A poucas semanas para que finalice o praço de apresentaçom de trabalhos recordamos as bases:
V CERTAME LITERÁRIO FEMINISTA DO CONDADO
A Assembleia de Mulheres do Condado (AMC) convoca o V Certame Literário Feminista do Condado, com o objectivo de reivindicar os direitos das mulheres e denunciar a nossa marginalizaçom e exploraçom.
Bases:
1- A temática será livre sempre que esteja relacionada directa ou indirectamente com a situaçom de opressom, dominaçom e exploraçom que padecem as mulheres no actual sistema patriarcal.
2- Poderám participar todas as mulheres que o desejarem sem limites de idade.
3- Os trabalhos serám apresentados exclusivamente em língua galega.
4- O certame está aberto a qualquer género literário (romance, poesia, teatro, ensaio).
5- O júri é constituído por três mulheres representativas da comarca.
6- O prémio estará dotado com 300 euros, podendo o júri declará-lo deserto ou dividir a quantidade citada em accesits na sua totalidade ou em parte.
7- O prazo de apresentaçom de trabalhos finaliza no domingo dia 31 de Agosto de 2008.
8- Os trabalhos serám apresentados por triplicado num envelope em que se fará constar na parte exterior o título e um pseudónimo da autora e, em envelope diferente, identificado com o título do trabalho e o seu pseudónimo, serám entregues os dados pessoais da autora: nome e apelidos, Bilhete de Identidade (BI), endereço, telefone de contacto.
Os envelopes serám enviados por correio certificado ao Local Social Baiuca Vermelha Rua Redondela nº11 rés-do-chao C.P. 36860 de Ponte Areas, a nome da AMC.
9- O trabalho ou trabalhos premiados ficarám em propriedade da Assembleia de Mulheres do Condado. Embora a autora ou autoras manterám os seus direitos sobre segundas ou posteriores ediçons de ser publicado o trabalho premiado.
10- Os trabalhos nom premiados ficarám a disposiçom das autoras durante um prazo de dous meses umha vez atribuído o prémio. Após finalizar este período de tempo, serám destruídos.
11- A interpretaçom das presentes bases som atribuiçom do júri.
12- A decisom do júri é inapelável.
13- A participaçom no prémio supóm a aceitaçom das suas bases.
A Assembleia de Mulheres do Condado (AMC) convoca o V Certame Literário Feminista do Condado, com o objectivo de reivindicar os direitos das mulheres e denunciar a nossa marginalizaçom e exploraçom.
Bases:
1- A temática será livre sempre que esteja relacionada directa ou indirectamente com a situaçom de opressom, dominaçom e exploraçom que padecem as mulheres no actual sistema patriarcal.
2- Poderám participar todas as mulheres que o desejarem sem limites de idade.
3- Os trabalhos serám apresentados exclusivamente em língua galega.
4- O certame está aberto a qualquer género literário (romance, poesia, teatro, ensaio).
5- O júri é constituído por três mulheres representativas da comarca.
6- O prémio estará dotado com 300 euros, podendo o júri declará-lo deserto ou dividir a quantidade citada em accesits na sua totalidade ou em parte.
7- O prazo de apresentaçom de trabalhos finaliza no domingo dia 31 de Agosto de 2008.
8- Os trabalhos serám apresentados por triplicado num envelope em que se fará constar na parte exterior o título e um pseudónimo da autora e, em envelope diferente, identificado com o título do trabalho e o seu pseudónimo, serám entregues os dados pessoais da autora: nome e apelidos, Bilhete de Identidade (BI), endereço, telefone de contacto.
Os envelopes serám enviados por correio certificado ao Local Social Baiuca Vermelha Rua Redondela nº11 rés-do-chao C.P. 36860 de Ponte Areas, a nome da AMC.
9- O trabalho ou trabalhos premiados ficarám em propriedade da Assembleia de Mulheres do Condado. Embora a autora ou autoras manterám os seus direitos sobre segundas ou posteriores ediçons de ser publicado o trabalho premiado.
10- Os trabalhos nom premiados ficarám a disposiçom das autoras durante um prazo de dous meses umha vez atribuído o prémio. Após finalizar este período de tempo, serám destruídos.
11- A interpretaçom das presentes bases som atribuiçom do júri.
12- A decisom do júri é inapelável.
13- A participaçom no prémio supóm a aceitaçom das suas bases.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Doze meses, 12 luitas
As mulheres ao longo dos diferentes processos históricos fôrom vetadas, dobregadas e anuladas, embora jogarem um papel indispensável na evoluçom e desenvolvimento das sociedades até os nossos dias. Assim, já na Idade Média e períodos posteriores as funçons das mulheres circunscriviam-se somente à esfera do privado. Nom tinham cabimento na elite política do mundo em que viviam, mas na esfera sócio-laboral, especialmente no contorno rural, a mulher cumprirá similares obrigaçons que os homens nos contratos forais complementando a sua labor com o trabalho doméstico.
Na primeira metade do século XIX, com o alvorejar dos valores burgueses das camadas médias da populaçom segue-se a pôr ênfase em outorgar ao homem a representaçom ante a sociedade. Mesmo nas primeiras décadas do século XX a mulher será considerada como sujeito político diferente por carecer da racionalidade necessária.
Ainda assim a mulher na Galiza nestes anos será protagonista de primeira mao, reivindicando o direito o voto, participando nas luitas antiforais e anticaciquis, mas o seu afastamento no terreno político é umha realidade imposta.
Com a aprovaçom do direito o voto da mulher 1 de Outubro de 1931, a funçom da mulher nas organizaçons “nacionalistas” galegas daquel entom, concentra-se exclusivamente em funçons de apoio, ficando a margem as reivindicaçons femininas.
O apoio da hierarquia eclesiástica no regime franquista dispom à mulher como depositária dos valores eternos da família e da pátria. Após a ditadura e a partir do ano 1977 umha série de mobilizaçons torna visível o protagonismo da mulher em diferentes sectores produtivos.
Abre-se entom o caminho da sua participaçom, nom sem grandes atrancos, através de coordenadoras, assembleias, associaçons, sindicatos, partidos políticos... feministas e nacionalistas em alguns casos, que realizarám críticas ao sistema patriarcal e reclamarám a igualdade de direitos solicitando umha interpretaçom da história em nengum modo androcêntrica.
Na actualidade a plena integraçom da mulher no seio do movimento de libertaçom nacional da Galiza dependerá da autoconsciência e do conhecimento de que, todos os problemas e conflitos sociais, económicos, culturais, políticos... que afectam ao nosso País tenhem sempre repercusons directas ou indirectas sobre as mulheres. É essencial a revalorizaçom da mulher trabalhadora e por extensom da mulher feminista e comprometida com a Galiza reclamando unha verdadeira igualdade e paridade com o homem, mas isso nom será possível enquanto o modo de produçom capitalista no nosso país, e o patriarcado inerente a este, nom sejam derrubados, para construir umha sociedade livre e sem opressom.
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